sábado, 3 de setembro de 2011

Amesoeurs - Amesoeurs (2009)


Há quem viva de material já "pré-fabricado" e há, também, tal como disse no meu penúltimo post, quem insista em inovar. Os Amesoeurs são outro caso de sucesso em que a inovação teve papel principal.

Formados em 2004, na França, os Amesoeurs são como que um super-grupo constituído por Neige (mente principal dos Alcest, membro actual dos Lantlôs e também ex-membro dos Peste Noire, entre outros projectos), Fursy Teyssier (ilustrador e membro dos Les Discrets), Winterhalter (também dos Les Discrets, baterista dos Alcest e também ex-Pest Noire) e Audrey Sylvain (actual membro dos Pest Noire e, ocasionalmente, dos Alcest). Lançaram apenas um EP, um split (com os Valfunde) e um álbum. A banda deu somente um concerto, em meados de 2005.

Quando disse que os Amesoeurs inovam, queria também dizer que eles dispensam rótulos, uma vez que o seu som é feito há base de post-punk, com elementos post-rock, black metal e rock depressivo.

Infelizmente a banda separou-se após o lançamento do álbum, mas como sempre, fica o legado, que, neste caso, é curto mas bom.



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quinta-feira, 14 de julho de 2011

In Mourning - Shrouded Divine (2008)


Os In Mourning são uma banda de death metal melódico e progressivo, proveniente da Suécia, que, como se sabe, é um país próspero à criação e divulgação de bandas de death metal.

Este disco, Shrouded Divine, é o primeiro registo de longa duração da banda, lançado após cinco demos, demos estas que contavam com mais abundância de elementos gothic/death-doom do que o álbum. Quanto ao álbum, podemos nele encontrar death metal melódico como elemento principal, mas, todavia, podemos também nele encontrar vocais limpos e uma grande quantidade de música progressiva, juntamente com uma grande dose de melancolia.

Shrouded Divine está também repleto de boas malhas de death metal, que, não sendo excelentes nem obras primas (isto pondo o fanatismo de parte), provam que os In Mourning são uma grande e ascendente promessa da música extrema.

É de lembrar que os In Mourning já possuem dois álbuns, este e o Monolith (lançado em Janeiro de 2010), mas optei por postar apenas este, pois é o que gosto mais e penso que seja um bocado melhor que o Monolith.



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quarta-feira, 13 de julho de 2011

Aesthesys


Nos dias de hoje as bandas de post-rock proliferam-se a um ritmo quase inatingível. Muitas dessas bandas limitam-se a consumir e a reproduzir o som de bandas grandes, como Godseed You! Black Emperor, Mogwai, Explosions in the Sky e até Mono.

Todavia, ainda há quem tenha a árdua capacidade de inovar. Aesthesys é um exemplo de inovação. Trata-se de um projecto a solo do músico russo

Nickholas Koniwzski (também participante nos projectos Курс Кая e Crayon Medicine Enclave), formado em 2007.

O som de Aesthesys é descrito pelo próprio Nickholas como "post-rock instrumental com influências de música ambiente e neo-clássica". De entre os artistas pelos quais Nickholas é influenciado, posso citar Sergei Rachmaninoff, Ulver, Kayo Dot, Explosions in the Sky, Grails e The Kilimanjaro Darkjazz Ensemble.

Para ficarem atentos a novidades, sigam para o Myspace do projecto.

Como é habitual, fica aqui uma música para terem uma noção da sonoridade de Aesthesys.



Hoje postarei todos os álbuns deste projecto para download, uma vez que são poucos e têm pouco tamanho.

Demo (2008)


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An Exceptionally Simple Theory Of Everything [EP] (2008)

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Cold Light Of Skies That Never Existed (2009)

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Lacus Hiemalis
(2010)


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Crossing the Shoreline (2010)



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quinta-feira, 30 de junho de 2011

James Blake - James Blake (2011)


Já estou de férias, por isso este mês tentarei abdicar de um bocado do meu tempo para pôr alguns álbuns aqui no blog. Obrigado a todos aqueles que, atenciosamente, esperaram por novos posts.

James Blake é um músico e compositor de música electrónica que, com apenas 21 anos de idade, é uma das grandes apostas da música contemporânea. O seu género de música é bastante original, misturando música dubstep com música soul e elctrónica.

Após ter lançado alguns singles e EPs, assim como alguns remixes, James Blake, lançou, no início deste ano, o seu homónimo e primeiro álbum que, de imediato, recebeu uma nota de 9.0/10 na Pitchfork. Neste álbum, podemos encontrar uma cover da música "The Limit To Your Love", de canadiana Leslie Feist, que também consta como membro dos Broken Social Scene. Este álbum aumentou ainda mais as minhas expectativas em relação ao James, pelo que espero com ansiedade o lançamento de um novo registo.

É de lembrar que a música do James Blake tem uma sensação especial se for ouvida quando se estiver a relaxar, ou então no escuro, onde ninguém nos incomoda.

Fica aqui uma amostra do álbum:



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domingo, 12 de junho de 2011

Tortoise - Millions Now Living Will Never Die (1995)


Revivendo o blog depois de algumas semanas sem post pois estava tendo que estudar. Acho que não cabe ficar dando desculpinha sendo que os grandes motivos de não haver post meu até agora são apenas dois: falta de tempo e preguiça.

Enfim, agora falando sério, trago-lhes o segundo álbum de um grandes pais do post-rock americano, os Tortoise. Diferente do primeiro que é considerado uma verdadeira bíblia do gênero, é na verdade neste álbum que a banda mostra todo seu potencial. Com andamentos bem interessantes, melodias menos abstratas que seu antecessor, Millions Now Living Will Never Die é um álbum que navega entre auras do krautrock, prog rock, free jazz e toda aquela efervescente onda de bandas alternativas experimentais
de sua época, como os Slint e Chicargo Underground. 

Gravado em 1995 e lançado pelo excelente selo independente Thrill jockey, o álbum recebeu diversas críticas positivas e teve uma repercussão razoável, recebendo em suas resenhas notas de 4/5 estrelas. Assim, Millions Now Living Will Never Die junto ao seu sucessor, o excelente TNT de 1998, são os álbuns mais legais da banda. 



sexta-feira, 6 de maio de 2011

Jay-Jay Johanson - Spellbound (2011)


É incrível como estamos em Maio, o ano ainda não chegou sequer a meio, e 2011 já nos brindou com grandes pérolas!

Hoje venho falar de um dos mestres da trip-hop e chillout, Jay-Jay Johanson. Neste registo, e também na restante obra discográfica, podemos notar pequenas e grandes evoluções na sua música. Spellbound apresenta uma sonoridade mais acústica, já algo longe da electrónica do seu conhecido
The Long Term Physical Effects Are Not Yet Known, para além de revelar um ar muito mais melancólico e filósofo.

Neste obra de arte, podemos, encontrar, à semelhança de todos os álbuns interiores, o amor como tema principal, sendo que este é abordado por Jay-Jay Johanson de uma maneira bastante característica. Este facto, junto com os vocais com influência Jazz do Jay-Jay Johanson, resulta na obra prima que é Spellbound.

Deixo, em baixo, o link para download. Espero que gostem e que sintam a delícia que é ouvir este álbum.

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PS: Durante os próximos dois meses, o blog estará a cargo do Roger, um dos membros fundadores do methogm. Esta minha ausência dever-se-à à falta de tempo, uma vez que estou numa fase decisiva da minha vida. Como devem calcular, o tempo que me sobrar não será gasto no blog, mas sim com outras questões pessoais. Agradeço a compreensão, e até à próxima.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Explosions in the Sky - Take Care, Take Care, Take Care (2011)


Uma das bandas mais conhecidas de Post-Rock está de volta, desta vez com Take Care, Take Care, Take Care, lançado em Abril deste ano.

É difícil tecer uma crítica muito vasta relativamente a este álbum; a sonoridade dos Explosions in the Sky,que influenciou, em parte, muitas bandas de Post-Rock, manteve-se quase integralmente igual neste álbum. Talvez este seja o ponto fraco deste álbum.

Todavia, podemos encarar esta mesma sonoridade de uma maneira mais optimista. O ambiente criado por este álbum prova que este trabalho não foi feito em vão. Ao ouvi-lo juntamente com a chuva e uma caneca de chá, apercebemos-nos da existência de sons que, à partida, não são susceptíveis ao nosso ouvido.

Resumindo, é um bom álbum, com o rótulo distinto dos Explosions in the Sky. Não é um novo Those Who Tell the Truth Shall Die, Those Who Tell the Truth Shall Live Forever, mas merece meia dúzia de audições.

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A restante discografia dos Explosions in the Sky pode ser encontrada aqui.

sábado, 2 de abril de 2011

Codes in the Clouds - As The Spirit Wanes (2011)


Provenientes da Erased Tapes, editora de Post-Rock, Contemporany Classical e mais estilos instrumentais (com artistas como Ólafur Arnalds, Nils Frahm, Peter Broderick e Kyte, entre outros), os Codes In The Clouds trazem-nos o Post-Rock mais contemporâneo e complexo deste ano, a par dos já experientes Explosions In The Sky.

As The Spirit Wanes revelou-se uma grande caixa de surpresas. O som ambiental não deixa ficar ninguém indiferente; aquilo que se sente ao ouvir este maravilhoso álbum é estupidamente indescritível. Talvez pelas suas inúmeras e contrastantes influências, embora haja um influência notável de Explosions In The Sky.

Se me permitem, desta vez poupo-me de mais comentários a elogiar. Vou deixar que o álbum fale por si.



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PS: O último álbum dos Explosion In The Sky, Take Care, Take Care, Take Care, será também postado aqui no blog. Agradeço a preocupação.

sábado, 12 de março de 2011

Sharon Van Etten - Epic (2010)


Aproximadamente duas semanas após o último post, queria apresentar as minhas imensas desculpas para com os camaradas musicais que visitam o blog. Estive as desfrutar totalmente as férias de Carnaval. Espero que compreendam, pois, acima de tudo, também tenho vida pessoal.

Mais uma vez, venho aqui apresentar um (uma, neste caso) artista a solo que tem capacidade para ter mais reconhecimento. Trata-se da singer-songwriter Sharon Van Etten, proveniente de New Jersey, Estados Unidos da América.


Já com quatro registo de estúdio lançados, Sharon continua num estatuto de culto, quase de anonimato total, mas não tanto para que seja notificada pelo internacionalmente reconhecido site hipster de música independente Pitchfork. Conhecendo a Pitchfork quase na sua totalidade, devo dizer que os resultados de 7.7 e 7.8 atribuídos a Because I Was In Love e a Epic, respectivamente, são excelentes e motivadores para esta jovem promessa, enraizada de música Folk.

Deixo, em baixo, uma performance com a música-chave do álbum, "One Day", e, como habitual, o link para descarregarem o álbum:



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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

G. Love - Fixin' To Die (2011)


Boas companheiros musicais! Peço desculpa pela demora, mas compensar-vos-ei agora mesmo.

Ouço este senhor há relativamente pouco tempo (há mais ou menos dois meses), mas já deu para perceber a sua musicalidade. É que não é qualquer um que funde Blues com Hip-Hop, mantendo a qualidade de ambos, e mudando também a minha opinião acerca deste último.

Falando do álbum em si, G. Love aumenta o seu reportório a solo e prova que também se desenrasca sozinho (ou com a leve companhia dos seus fiéis companheiros), sendo Fixin' to Die sucessor de Lemonade, que, por sua vez, contem as melhores músicas do afortunado artista americano.

O álbum, lançado na passada terça-feira, 22 de Fevereiro, é também caracterizado pela constante harmonia presente em todas as 13 faixas. Quem quiser começar a ouvir algo do G.Love, penso que este álbum é um ponto de partida.

A par do álbum dos Social Distortion (Hard Times And Nursery Rhyme
s), este foi, até agora, o melhor álbum de 2011 que ouvi até agora. Espero que gostem, tanto ou mais que eu.